quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Uma crítica as pessoas e ao trânsito

A três anos uso transporte universitário para ir para a Faculdade, isso tanto quando estava na Anhembi como agora na Metodista.Cada ano uma empresa diferente, uma rota diferente e sempre Trânsito, em diferentes graus de intensidade e lugares diferentes.
Ontem uma professora chegou atrasada, saiu de sua casa as 6h15 ficou parada na Piraporinha e chegou a faculdade as 7h50, mais de uma hora no trânsito.
Ok, que o trânsito cada dia é um problema maior, mas o que as pessoas fazem para diminuir isso, ou evitar?Fazem questão de tirar carteira de motorista e ter seu carro ao invés de buscar um transporte alternativo.Tudo bem que não é todo lugar que é possível ir apenas de ônibus ou a pé, mas existem lugares possíveis sim e as pessoas preferem ir de carro mesmo assim por um suposto conforto, sem ver que a coisa vai, o único conforto que a pessoa tem no seu carro é estar sentado num lugar com ar condicionado, Mas tempo, não ganha!
Bem, eu simplesmente não tenho paciência para ficar tanto tempo parada ou rodando atrás de vaga...prefiro ir num ônibus ou metrô pensando na vida e sendo menos um carro na rua.Quando tirar minha carta(isso se tirar!) e ter meu carro usarei apenas para ir para lugares muito distantes, fora de mão e de noite
(Apesar que até para o Show do Linkin Park eu prefiro ir de metro, dormir num hotel ali perto e voltar de manhã...mas enfim..)
Ao meu ver Carro tem muito mais a ver com um Fetiche do que com necessidade de fato.Vale lembrar que o Fetiche que estou falando não é o Senso comum em que é baseado no desejo sexual relacionado a alguma parte do corpo ou objeto(Apesar que também é usado para isso e muitas musicas de sertanejo universitario refletem isso)Mas no Sentido de Fetiche como design, como a pessoa acreditar que possuindo determinado objeto(principalmente se for de determinada marca) esse objeto exerce um Feitiço sobre o Sujeito[Sim Fetiche Significa Feitiço em francês!] que o faz ser aceito pelo grupo, ser legal ou algo do gênero e isso pode ser facilmente observado nas crianças com brinquedos novos exibindo para seus colegas e se sentindo superiores, como com Jovens que usam o próprio carro como algo para atrair outras pessoas e também mostrar seu poder.

Bem, o que quero levantar com este texto é uma reflexão sobre esse assunto de transito, vale a pena ter um carro, ficar preso no transito mais para ostentar aldo do que por nessecidade?As pessoas pessoas realmente nessecitam de carro?


Off:
"O Fetichismo da mercadoria na obra de Karl Marx

Por Leonardo Dlugokenski
Segundo o Minidicionário da Língua Portuguesa Aurélio, o termo fetiche significa “objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela natureza, ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto” (Holanda, 1993), foi este significado conferido ao fenômeno da atribuição de valor simbólico aos produtos (manufaturas) que o sociólogo por Karl Marx (1818 – 1883) observou em meio aos seus estudos sobre o mundo do trabalho na modernidade. Marx em sua obra máxima intitulada “O Capital”, nota que a mercadoria (manufatura) quando finalizada, não mantinha o seu valor real de venda, que segundo ele era determinado pela quantidade de trabalho materializado no artigo, mas sim, que esta, por sua vez adquiria uma valoração de venda irreal e infundada, como se não fosse fruto do trabalho humano e nem pudesse ser mensurado, o que ele queria denunciar com isto é que a mercadoria parecia perder sua relação com o trabalho e ganhava vida própria.
Karl Marx denomina este fenômeno como sendo um “Fetiche da mercadoria”, para isto ele se baseia na história do personagem bíblico Moisés, que após vagar quarenta anos com o povo escolhido por Deus (Judeus) atrás da terra prometida se depara com a crescente descrença dos seus seguidores, que já estavam cansados de se deslocar errantemente por vários lugares, dado esta insatisfação Moisés, deixa o seu povo em uma terra fértil e se retira temporariamente para meditar e procurar algum sinal que indique a existência real deste Deus, a localização da terra prometida e que com isto possa recuperar a fé do seu povo que ia se perdendo rapidamente.
Moisés sobe ao monte Sinai e fica por muito tempo lá a meditar, o povo ao sentir o sumiço de seu “guia”, se reorganiza politicamente e espiritualmente naquele lugar onde fixaram sua vida material, elegendo a partir disto novas lideranças e novos deuses em que acreditar e orar. Muito tempo se passa em cima do monte Sinai, onde está Moises a meditar até que após vários dias e quem sabe meses os céus se abrem e deles surgem o sinal tão esperado pelo povo Judeu, as tabuas da salvação, onde estavam contidos os “Dez Mandamentos”. A partir deste sinal Moises, desce o monte Sinai e vai de encontro ao seu povo para lhes contar e mostrar a boa nova, ao chegar nota que estes haviam se reorganizado em sua ausência e que possuíam novas lideranças e principalmente que haviam juntado todo o ouro e jóias que carregavam consigo e fundiram estas para fazer uma imagem, um novo Deus, que segundo a bíblia seria a imagem de um animal (possivelmente um bezerro) que havia se tornado objeto de adoração e glorificação pelo povo, o nome atribuído a esta imagem era “Fetiche”.
Marx se utilizou desta parábola bíblica e principalmente do nome atribuído à imagem citada para exemplificar na modernidade como o homem estava tratando as mercadorias (sapatos, bolsas, etc.), estas, que com o tempo deixaram de ser um produto estritamente humano para tornarem-se objeto de adoração, a mercadoria deixa de ter a sua utilidade atual e passa a atribuir um valor simbólico, quase que divino, o ser humano não compra o real, mas sim a transcendência que determinado artefato representa.
Este tema infelizmente não foi suficientemente esgotado por Marx que faleceu prematuramente em 1883, porém outros filósofos e sociólogos Neo-Marxistas da pós-modernidade como Max Horkheimer, Theodor Adorno, Walter Benjamin, Bernard Stiegler, Gilles Lipovetsky, Antonio Negri, Alain Badiou, se ocuparam deste assunto, assim criando uma tradição rica de analise deste fenômeno da fetichisação da mercadoria, como esta se dá objetivamente e subjetivamente no ser humano e principalmente propondo encaminhamentos para a resolução deste problema."
FONTE:
http://www.infoescola.com/filosofia/o-fetichismo-da-mercadoria-na-obra-de-karl-marx/

Um comentário:

  1. Este é um tipo de postagem legal pro Casal Troll, hein...

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